Segunda-feira, Fevereiro 13, 2012

Verão de 1994: Desfragmentando o melhor das memórias

Todos os amigos já sabem que em 1995 eu comecei a estudar italiano. Alguns até sabem o porquê. Resolvi, agora, compartilhar esta história, pra mim especial, e deixá-la registrada no mundo virtual. Se alguma coisa me ocorrer, este é o tipo de história que eu acredito que tem que ficar. Então aí vai mais uma confissão para os registros do Blog.

O ano de 1994 foi um ano mágico. Depois de Sarney e Collor, voltávamos a crescer economicamente. Também foi o ano em que ganhamos a copa do mundo graças a Romário e Roberto Baggio. Completei meu álbum de figurinhas do mundial graças à cooperação do meu amigo Cacadi. Foi o ano em que eu participei de um encontro interestadual do colégio Marista, onde apresentei meus quadrinhos amadores como arte em Belo Horizonte. As mesas de Medieval iam fantásticas. Mas foi no verão do final do ano que a magia realmente aconteceu. Foi quando eu experimentei o mais legítimo e verdadeiro sentimento de amor.

Em dezembro de 1994, peguei minhas malas e parti de trem para o interior. O objetivo era ficar um mês, na casa dos meus avós paternos, em Ipatinga MG. Munido de walkman, músicas anos 90 Dance Music, e uma despretensão própria de quem não sabe o que a vida reservava.

Logo ao chegar, reencontrei primos que me avisaram, sem que eu desse importância, que uma certa prima de terceiro grau, residente na Itália, estava na casa de uma tia-avó. Foram uns dois dias peregrinando por casa de parentes, revendo e cumprimentando toda a família. Quando finalmente cheguei na tal casa da tia-avó, tive uma surpresa. Um rosto nada familiar. Eu realmente nunca havia visto aquela mocinha de corpo magrinho e carisma incomparável. Ela vinha de férias, de Turim – Itália, e estava passando um tempo na cidade. Ana Paula, uma garotinha branquinha de cabelos lisos castanhos e curtos, de português com carregado sotaque estrangeiro e muita simpatia. Como ela é filha da prima do meu pai, tenho tanto parentesco consangüíneo com ela quanto tenho com o porteiro do prédio. Estava aberta a caixa de pandora.

Bastou conversar uma vez com ela para que eu sentisse os clássicos sintomas: sudorese, coração acelerado, ansiedade agravada e uma vontade enorme de ficar por perto, o tempo todo. E assim começamos a conviver pelos melhores dias de verão da minha vida. Ela era espertinha, pensava rápido e sempre sorria. Mas não fora pela beleza que sucumbi, fora por um conjunto de coisinhas inexplicáveis, como um sorriso fenomenal, brilho nos olhinhos pequenos, sotaque charmoso e um jeito simples e arrebatador de ajeitar os cabelos , na altura do ombro, para trás da orelha. Ela não era linda, mas whatever, pra mim ela era perfeita.

Comentei com a minha tia que eu tinha gastrite ( na verdade nesta época eu já estava bem ) e ela me disse pra eu ir a casa dela toda manhã, antes do café, para tomar um remédio que derivava de uma planta que tinham no quintal. Pronto, passei a ter a pior gastrite incurável do mundo, só pra ter a desculpa de ver a Ana Paula acordar todo dia. E como valeu. Ficamos amigos rapidamente.

Passei então a focar minhas férias naquela sala de estar da tia-avó. Lá ouvi sobre as escolas da Europa, sobre neve, sobre as músicas que ela gostava e sobre a vida pelos olhos dela. Passeamos pelas ruas do bairro. Ficamos tão juntos que eu tinha até me esquecido de como era não estar com ela. E aquele jeito de colocar os cabelos atrás da orelha... igual ao feito por 90% das garotas do mundo, e mesmo assim perfeitamente singular. Não me dei conta, mas era amor adolescente, o melhor, o mais puro e verdadeiro de todos. Sem estereótipos nem vícios de relacionamento... era um delicioso primeiro amor.

Duas semanas se passaram e ninguém arriscava mudar o status da convivência. Eu tinha 13 anos e nenhuma experiência séria com as mulheres. E deixei o tempo passar, num platonismo de aproveitar a companhia e nada mais. Foi quando a tia-avó e sua família , incluindo a Ana Paula, foram passear uma semana num sítio. Eu fiquei pra trás, mas a doce menina me deixou a fita k7 de músicas italianas dela comigo. Eu ouvia seguidas vezes repetidas as mesmas músicas, intercaladas por chamadas da locutora da radio venaria de Turim, em meu walkman. Doia tanto ficar repentinamente longe que eu resolvi fazer uma cópia da fita pra mim, quando ela voltou. E felizmente ela voltou.

Vou sintetizar os acontecimentos porque parece história de filme do Woody Allen. Na ausência dela, descobri que ela tinha sido paquerada por um tal Anselminho, um rapazinho da cidade. Descobri isso por meio de uma menina chamada Andréia, que foi minha companhia na ausência da Ana Paula. Determinado a não perder a amada para o menino, ensaiei com frio na barriga como eu ia dizer para ela o que eu sentia. E ela voltou. Na festa de réveillon, eu resolvi me revelar. Só que a Andréia que tava me ouvindo chorar pela Ana, motivada por algum tipo de ciúme, resolveu estragar os meus planos e quando eu estava prestes a contar tudo pra Ana, Andréia surge aos gritos de “alegria cruel”, anunciando que o Anselminho estava chegando para vê-la ( dias depois descobri que a mesma Andréia tinha ido chamá-lo... mulheres ). “Então, o que vc queria mesmo falar pra mim?” Ela perguntou. Fiquei tão nervoso que falei da pior forma possível. Assustei a Ana Paula, óbvio, que saiu as pressas para receber o Anselminho...   

...Isto doeu horrores. Um primeiro amor seguido de um primeiro grande FORA. Fail total! Segui meio “morto-vivo” pra casa de outros parentes onde acontecia um churrasco. “quer saber? Eu não vou ficar aqui fingindo que ta tudo bem”. Roubei da geladeira TODAS AS CERVEJAS dos meus tios e as coloquei num saco plástico e sai pelas ruas bebendo, e eu não era de beber. Fui encontrado horas depois pelo meu primo ( enviado a mando dos revoltosos pelo sumiço das cervejas ). E vomitei, claro. Primeiro amor com primeiro Fora é igual a primeiro PORRE, naturalmente.

Nossa amizade esfriou, e ela passou a me evitar. Fui mais uma ou duas vezes à casa da tia-avó... só serviu para que eu furtasse do álbum da tia, uma fotografia da menina que ajeitava os cabelos atrás da orelha. Primeiro FURTO qualificado ( com atenuantes ). Eu tinha estragado tudo e só me restava um endereço para cartas, uma fita k7 com as músicas que ela amava e uma fotografia de sorriso. Agora um sorriso que fazia doer.

Foi um amor nunca consumado e mesmo assim me deixou caído por uns 4 meses depois que voltei pra casa. Até o dia em que eu resolvi: “Sabe? Eu vou escrever uma carta e contar a minha versão da história. E tem mais, vou escrever em Italiano”. Comprei um guia de conversação italiano, um livrinho que me acompanhou por anos seguintes, e com uma gramática , comecei a estudar a língua de Dante. A carta foi pra Europa, mas nunca foi respondida... Mas tudo bem, descobri que idiomas eram fáceis de se aprender sozinho e passei a estudar Francês, Espanhol , Alemão... A paixão pela Ana foi sublimada por uma paixão por idiomas e cultura. Fiquei viciado em futebol Italiano, em canais de TV toscos como a RAI e em música européia. Enfim, me tornei aquilo que sou, um pouco cosmopolita. Sempre ganhamos algo, mesmo quando o que perdemos é a coisa mais importante do mundo, naquele momento, para nós. Ou pelo menos é assim que eu prefiro acreditar.

Ano passado uma prima me passou o “Orkut” da Ana Paula e fiquei triste de ver uma mulher siliconada, tão diferente da menina frágil que sabia hipnotizar colocando os cabelos pra trás da orelha. Então eu decidi esquecer o Orkut dela, nem fiz contato nem nada. Afinal de contas, a Ana Paula da qual quero me lembrar é aquela do verão de 1994. Auguri, Ana Paula! Sia Bene!

Quarta-feira, Dezembro 21, 2011

E se 2012 fosse o último ano das nossas vidas?


Será um máximo solar? Ou um asteróide vindo no sentido sol-terra, invisível a olho nu por questões de ótica? Será o Nibiru, como Melancholia de Lars Von Trier, afetando as órbitas de todos os planetas alinhados ao sol, causando inversão polar e aumentando o número de terremotos e tsunamis no mundo? Ou uma terceira guerra mundial começada no oriente médio, mas vista com oportunismo para a decadente Europa e o endividado EUA se restabelecerem no centro econômico do planeta...

BASTA!

Teorias factíveis têm zilhões. Ao invés de tratarmos das possibilidades, por que não discutirmos os procedimentos? O protocolo da boa vida em um provável último ano, afinal de contas NADA poderíamos mudar na história e o último ano pode ser qualquer ano, considerando a morte uma variável certa no tempo para todo organismo vivo. Então vamos falar do melhor ano que eu quero viver na vida. Seguem os pontos do meu último ano ideal, façam os seus...

1.       Abandonar as velhas ideologias políticas: Se nem o mais ferrenho Trotskista no poder deixa de privatizar, é hora de me tornar idiota. A palavra vem do grego “aquele que não exerce a cidadania”. Eu sei que o correto é arregaçar as mangas e participar da história do país, aproveitando este novo momento de primavera árabe... Mas quer saber? Cansei de vestir camisa, ouvir um discurso e acompanhar práticas não correspondentes. Em 2012 ( ano eleitoral ) eu NÃO quero me politizar. Chega deste tabuleiro imundo de xadrez, onde os peões somos nós. No último ano da minha vida quero gastar meu tempo com debates mais transcendentais e menos partidários.

2.       Ler mais do meus autores favoritos: Se é o último ano, que seja na companhia de Dostoievski, Kafka, Tolstoi e Virgínia Woolf. Mais do século XIX. Mais poesia e contos, menos realismo e lógica. Que seja um ano de lirismo...

3.       Passar mais tempo com meu sobrinho: Crianças nos ensinam o essencial. E se é o último ano, tudo o que eu preciso aprender, antes de partir, está com a coisa linda do Ricardo. As lições mais grandiosas só podem ser formuladas pelos sábios ou pelas crianças. E a energia que ele me dá, é algo que eu preciso aproveitar como quem saboreia um pudim delicioso. Mais Ricardo!

4.       Me desapegar do imprinting estético contemporâneo: Eu sou só mais uma versão do cidadão atual convencional, por mais que eu queira me sentir único, e todos pensamos que somos. Meus gostos foram aprendidos de modo que o superficial me cega para o verdadeiro valor. Mas no último ano da minha vida, vou atrás de algo que os olhos não vêem. Algo além da “dieta”, do pseudo-intelectualoidismo, da vida em feudos com vassalos. É hora de sair da bolha.

5.       Seguir um programa de vida: Há muitos defeitos a serem corrigidos. Se eu conseguir eliminar ao menos um, já serei vitorioso. Para isso há livros, grupos de ajuda mútua, programas de vida que visam o aprimoramento do ser humano. Religiosidade, auto-conhecimento, terapia, troca de experiências sem medo da opinião alheia. É o último ano... é agora ou nunca.

6.       Aprender idiomas: Eu sempre fui autodidata. Sempre gostei de aprender. E é hora de mergulhar em alguma cultura nova. Chega de preguiça! É satisfatório! Vi o valor disso na Europa, o valor de se comunicar. É gostoso e exercita o cérebro! Qual será o novo desafio? Renovar as velhas conhecidas ou encarar algo completamente novo? Decidirei na livraria!

7.       Exercitar o silêncio: Como bom “psicótico ariano”, eu preciso valorizar a paz interior e com os outros. Chega de brigar por “excesso de personalidade”. É hora de reconhecer o valor da paz com os outros, como algo maior que o ego.

8.       Perder o medo de desbravar: Eu admiro minha irmã pela coragem que ela tem. Pra mim, um pai ausente refletiu numa insegurança com muita coisa. O terapeuta não vai tirar isso de mim. Nem o confessor, e nem adianta inventar “pais e mães” alternativos. É hora de alçar vôo. E pra isso preciso perder o medo e me jogar no abismo. 2012 é o ano do abismo...

9.       Parar de tentar prever os resultados: É uma mania terrível que deriva de uma pusilanimidade típica de cientistas. Viver é melhor que prever. A dor faz parte da vida. Tentar evitar a dor resulta em evitar a vida.

10.   Um reencontro com o espiritual: Buscar Deus no medo e no desespero é fácil. O desafio pra 2012 é buscar Deus na temperança.

Uma boa listinha pro fim do mundo. Se não podemos salvar nossos corpos, então vamos salvar o campo anímico. Se nada acontecer daqui a um ano ( 21/12/2012 ), além das boas piadas, quedará aqui um homem melhor, um amigo agradável e um tio amoroso. Feliz último ano para todos, e que venham muitos “últimos anos” pela frente.

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

Manipulação Geopolítica por Movimentos Ecológicos

Sei que muita gente "políticamente correta" vai me cornetar por este Post. Mas, em que pese a minha opinião, a Democracia é um sistema de debates. Os vídeos a seguir são contraditórios entre si. Isso significa que ALGUEM ESTÁ MENTINDO. Quando alguém mente, mente por que esconde algum interesse que não está posto. Assim sendo, vamos tentar decifrar esta esfinge eco-política. Primeiramente vendo as informações de cada parte:


O vídeo é claramente tendencioso. Confunde propositalmente Ribeirinhos com Índios ( pq só os primeiros serão deslocados. E propõe alternativas inviáveis: Uma usina solar custa, em média, 12 milhões de reais por MW. Para gerar o mesmo que Belo Monte, uma usina solar custaria 54 bilhões de reais. Com a eólica, apesar de ter ficado mais barata, precisaríamos de 900 aerogeradores. Onde colocar isso tudo? Whatever, vamos ao segundo vídeo:


Um vídeo institucional, não apresenta diversas informações necessárias para se calcular a dimensão desta intervenção. Mas o movimento de oposição começou justamente no exterior. James Cameron, o diretor do filme Avatar, é contra a obra e, inclusive, veio ao Brasil para gravar um curta-metragem contra o projeto. O vídeo intitulado Uma mensagem de Pandora.
A atriz Sigourney Weaver é outra estrela internacional a protestar contra Belo Monte. A atriz colaborou para a gravação do curta-metragem de James Cameron, e também já esteve presente em protestos em Nova York.
Mas o que os GRINGOS têm a ver com as nossas decisões políticas e estratégicas? Algum Brasileiro foi ao Japão protestar contra o complexo atômico de Fukushima? O vídeo que segue ,'apesar de ser amador e ligeiramente simplista, expressa bem como eu vejo a questão.


É fato que desconhecemos o todo, e isso compromete nosso posicionamento. Mas também é fato que não devemos seguir movimentos unilaterais só porque rostinhos bonitos assim o dizem. A terceira maior usina hidroelétrica no norte do país vai possibilitar a criação de um amplo parque industrial no Norte e Nordeste, diminuindo a grande desigualdade em relação ao sul e sudeste, minimizando a miséria e possibilitando o crescimento industrial da nação. Toda empreitada grandiosa tem, é óbvio, impacto ambiental. O que se procura é minimizá-lo. Agora que sabemos que existem interesses do outros países na não realização desta obra, termino com uma pergunta: "Qual o interesse dos artistas Globais nisso?" Não é curioso como ninguém se manifesta contra mensalões, violência urbana e outras mazelas, mas adoram posar de ecologicamente correto? É só porque tá na moda ou rolou dinheiro nisso? Reflitam e tomem as suas conclusões por vocês mesmos.

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

Rafinha Bastos fala demais?


O que é um comediante? Segundo o dicionário, comédia (com.mé.di:a [Lat. comoedia.] sf. 1. Peça teatral ou obra cinematográfica ou televisivaem que predominam a sátira e a graça. 2. Fato ridículo. 3. Fingimento. –Mini Dicionário Aurélio, Pág. 178). Sabemos que para fazer rir, precisamos , por vezes , trafegar por elementos que quebrem a rotina da comunicação. Assim, sendo, é preciso testar os limites do politicamente correto, do contrário comedia se torna uma repetição de textos fracos sobre minorias , gagos e homossexuais , como feito em programas como o chatíssimo Zorra total ou a praça é nossa. Não é fácil fazer rir. É preciso contar com uma certa ousadia. E desde que o expectador saiba que se trata de piada, não há mal algum... o problema é que uns soberbos não aceitam piadas com seus nomes.

Já que fazer piadas não é fácil, vamos às regras.. Há diversos tipos de piadas, do pastelão ao Stand Up, cada uma tem as suas regras. AS piadas que o Rafinha Bastos faz são uma mistura de stand up com probrama de auditório. Natural que as vezes se exceda, Já que no Stand Up pode-se tudo.

No entanto, acho um exagero que os "paladinos do politicamente correto" quererem silenciar um artista. O apresentador  da Bandeirantes, fez um comentário sobre uma matéria do programa CQC onde aparecia a cantora Wanessa Camargo. O apresentador Marcelo Tas citou que ela estava bonita grávida e o Rafinhaimprovisou o comentário “eu comeria ela… e o bebê”.

Pronto! O mundo caiu sobre o humorista escandalizado como se tratasse de uma opinião e não de uma sacada de ironia improvisada. Honestamente , a piada , foi um pouco grosseira, mas nada que justificasse uma punição de mordaça.

Para o Direito, desqualifica-se um crime quando o “animus” ( vontade do agente ) é criar menção jocosa, que foi o caso do comediante. Ele estava nitidamente brincando. Foi uma tirda de 4 segundos, e não tinha a menor pretensão de ofender a honra de ninguém. Aliás , o comediante em questão faz isso de modo costumeiro, sempre recebido na esportiva de uma piada pelos supostos ofendidos.
A piada, pra mim, não só não me ofendeu, quase a ignorei, e confesso que se fosse direcionada a mim, eu teria a entenderia como oriunda de um comediante ( grotesco, mas em animus jocandi ). Falta de maturidade dos ofendidos que não entenderam que o momento e as palavras se tratavam de uma brincadeira ( talvez de mal gosto, mas uma brincadeira sem intenção de ofender de verdade ).

Não houve apologia à pedofilia, (que exagero!) e sobre “comer a Wanessa”, o Rafinha sempre fala isso de todo mundo, inclusive dele mesmo quando brinca que foi violentado pelo seu tio.
O x da questão é que Marcus Buaiz, um milionário sem senso de humor, e marido da Wanessa, resolveu dar uma de macho pros seus amiguinhos da pré-escola e demonstrar poder tirando o comediante do ar. Buaiz é sócio de Ronaldo ( o fenômeno gordo ) na empresa 9ni, que agencia propagandas, inclusive da telefônica Claro, pra qual Marco Luque trabalha ( o mesmo se desculpou com nota atacando a piada de Rafinha ). Já viu né? O dinheiro e o poder estão acima da libredade de fazer uma brincadeira. Ou vocês acreditam que o que o Rafinha falou era sério?

Uma piada é diferente de uma opinião. Se couber indenização, que o Rafinha pague. Mas ser censurado é um vestígio perigoso para quem conhece a história da democracia no Brasil.
Covardes foram a BAND e o Marcelo Tas, que sempre lutaram pela liberdade e agora coadunam com esta mordaça em um comediante. Fazer comédia é cambalear entre o engraçado e o politicamente correto. Pedir para comediantes se desculparem ou tirá-los do ar, era prática da Ditadura Militar.
Se os ignorantes entendessem que apenas se trata de mais uma piada, talvez todos daríamos boas risadas. Afinal, desde Aristófanes de Atenas ( comediante grego que fazia peças falando mal de importantes gregos e filósofos) A comédia possui sua parcela de liberdade , desde que, também, o receptor tenha maturidade pra diferenciar humor de opinião. Infelizmente , no Brasil não se pode brincar com gente poderosa. Lamentável Bandeirantes, vergonhoso Marcelo Tas e Marco Luque. Se a piada foi de mal gosto, ou se o receptor não entendeu como uma brincadeira, caberia desculpas no particular e não afastamento.

Sexta-feira, Setembro 16, 2011

O Ensino do Direito Positivista e a Jus-Complexidade

Esta semana, apresentei minha tese de mestrado, defendida em 2010, no IV Congresso de educação de São Paulo. O texto que segue é um recorte ( bem por cima, mesmo ) da introdução do trabalho. Se alguém se interessar, envio o material completo.

O Ensino do Direito Positivista e a Jus-Complexidade

O método de ensino jurídico, em muito, ainda está apegado ao paradigma segmentário do século XIX com marcas notadamente positivistas. A formação do bacharel em direito deve enfrentar a questão da concepção de direito e seus fundamentos. O sistema jurídico brasileiro segue a linha românica de direito, e em muito, se alimenta dos pensamentos do filósofo Hans Kelsen.

Nascido em Praga, Hans Kelsen é o jus filósofo mais fecundo do positivismo jurídico do século XX. Sendo considerado o braço jurídico do círculo de Viena, que reafirmou o positivismo filosófico na forma do neopositivismo, suas teorias determinaram de forma impactante a noção de Estado de direito no ocidente contemporâneo.

Para os positivistas, a Ciência do Direito deve se ater a seu objeto, a norma jurídica, e pelo seu método, o de validação da norma dentro de um sistema jurídico, de modo objetivo. Assim, sobre questões relativas às relações humanas, Kelsen afirma que: “Pelo que respeita à questão de saber se as relações inter-humanas são objeto da ciência jurídica, importa dizer que elas também só são objeto de um conhecimento jurídico enquanto relações jurídicas, isto é, como relações que são constituídas através de normas jurídicas.” (KELSEN 2007, p 79 )

Há no direito uma realidade peculiar que merece uma abordagem complexa, pois se trata de um campo do saber humano que se pretende ciência ao mesmo tempo em que regulamenta a vida em sociedade postulando leis de convivência. Uma ciência com este escopo precisa reconhecer a complexidade do humano, a interdependência dos campos do saber sobre o homem e a dialogicidade do conhecimento na formação de seu corpo de operadores e pensadores.

A tradição jus positivista vem sendo recepcionada pela doutrina jurídica brasileira, como uma eficaz e adequada postura de lidar com o direito e ensiná-lo nas graduações, desde o movimento republicano, quando o positivismo brasileiro encontra no cientificismo um apoio valioso na direção do objetivo de modernização das instituições para o século XX. (RIBEIRO JR, João. O que é positivismo. São Paulo; Brasiliense, 1983 )

o jus positivismo provoca deformidades na concepção de direito e conseqüentemente compromete o ensino jurídico brasileiro. De um lado porque nega-se a considerar a intersubjetividade dos agentes por meio do mito da neutralidade científica. De outro porque desconsidera a possibilidade do erro em seu funcionamento por sua pretensão de plenitude. Decorrente ainda da pretensão de plenitude o direito positivista se mostra arbitrário e intransigente com presunções muitas vezes irreais como o princípio pelo qual ninguém pode alegar em defesa própria o desconhecimento da lei. É sabido de todos que existe um número exagerado de normas jurídicas e não nos parece sensato exigir tal conhecimento para o gozo da cidadania, uma ficção jus positivista criada para possibilitar o modelo de direito positivo.

Outra questão preocupante no modelo jus positivista é o enfraquecimento do conceito de justiça. Para Kelsen, justiça é um elemento subjetivo e, portanto não pretendido no escopo de uma ciência positivista. A mera adequação do fato concreto à norma jurídica é o desejado pela ciência jurídica, no entender positivista.

Na busca de encontrar subsídios para uma análise crítica do positivismo jurídico, alguns elementos foram encontrados. Nessa teoria o pensador francês Edgar Morin, por exemplo, aponta para a incompletude do saber humano em acordo com novos entendimentos da ciência como os que estão presentes na teoria da incerteza de Heisenberg, no teorema de Gödel e em outras descobertas no campo da física quântica, que comprovam que erro e lacunas nas disciplinas se apresentam mesmo nas mais exatas das ciências. Ora, os entendimentos jus positivistas caminham, via de regra, na contramão desses novos entendimentos. A epistemologia da complexidade propõe que a ciência deve sempre buscar a multi-trans-disciplinaridade na abordagem de seus temas. A hiper-especialização proposta no modelo positivista é arbitrária e perde a perspectiva do todo. De acordo com a teoria da complexidade, é necessário que toda análise busque examinar as partes, sim, mas situadas nas totalidades de que fazem parte bem como as relações da parte com o todo e as relações do todo com a parte ou as partes.

Análises focadas apenas no todo ou apenas nas partes perdem aspectos importantes para se elucidar objetos e fatos. Os fatos jurídicos não podem ser entendidos isoladamente de seus contextos e por isso não podem ser analisados apenas à luz da teoria jurídica. O direito não é uma ilha isolada da filosofia, da psicologia, da antropologia ou de qualquer outro ramo do saber humano. O direito pertence ao conjunto de conhecimentos do homem, não sendo seara exclusiva de compreensão.

O ser humano é um fenômeno biológico, social, cultural, psíquico e mais que isso. Será sempre um ser conhecido, mas ainda um ser por conhecer: Um conhecido-desconhecido. Um ser complexo que não pode ser olhado pela mentalidade das idéias claras e distintas: A clareza e a distinção, ainda que desejadas não são possíveis por completo. (ALMEIDA e PETRAGLIA, 2006 p 14)



Não são muitos os autores que discutem a relação entre Direito e Complexidade. A pesquisa realizada possibilitou, entretanto, a identificação de alguns deles que têm produções a respeito, como os a seguir indicados.

Paulo Ferreira de Cunha, da Universidade do Porto, Portugal, estabelece uma relação entre Direito e pensamentos contemporâneos, dentre os quais menciona a complexidade como teoria producente. Pedro Heitor Barros Geraldo vai além, buscando interlocução entre Ciência do Direito e a abordagem Complexa das ciências, restringindo-se, no entanto, a discutir metodologia científica. As juristas Angelita Maria Maders e Isabel Cristina Brettas Duarte buscam em Edgar Morin uma perspectiva complexa para abordar os chamados “novos direitos”, direitos humanos de terceira geração que emergem historicamente.

Sexta-feira, Agosto 26, 2011

UMA DOCE MENTIRA CHAMADA FUTEBOL


Desde a Roma antiga, os esportes são parte de uma estratégia para modificar a satisfação do povo com os seus governantes e problemas públicos. Não à toa as copas do mundo ocorrem a cada 4 anos, sempre no mesmo ano das nossas eleições nacionais. Os jogos Olímpicos para a Alemanha Nazista, e para a guerra fria de EUA e URSS sempre foram políticos, disputando interesses extra-esportivos em medalhas. O futebol não foge a esta regra.
A seleção sub 20 do Brasil se tornou pentacampeã numa final contra Portugal, neste mês. Mas embora esta conquista, a seleção principal de Mano Menezes amarga sua terceira derrota no ano ( França, Argentina e Alemanha ), Empatando todo o resto e só tendo vencido o equador, o ano todo. Somos soberbos e não aceitamos perder? Ou estamos vivendo uma crise histórica no nosso futebol, pois de algum modo o interesse internacional em nossas chuteiras diminuiu?

A seleção, para a copa América, convocou o time que todos os Brasileiros queriam, jogadores que jogam no Brasil como Lucas, Neymar, Ganso... e aí? Na prática, o nossos craques não conseguiram cumprir o desejado. Os melhores em campo, contra Alemanha e nas quartas do Paraguai foram os “europeus” ( esmagadora maioria dentre os convocados ) como Robinho, mesmo assim jogando um futebol que não honra a tradição que o Brasil conquistou nas copas dos anos 70 a 90. Por que isso?

Primeiramente é preciso perceber que nossos jogadores saem cada vez mais cedo para a Europa. Se tornam reféns de interesses de confederações, empresas esportivas como a Nike, e de clubes que não tem o menor interesse nas questões do orgulho nacional Brasileiro.

Basta imaginar que um jogador de futebol hoje é uma peça publicitária de interesses financeiros de clube, organizadores de competições e investidores de diversos tipos. Assim sendo , e recebendo salários de meio milhão por mês, é difícil se falar em orgulho nacional. Eles promovem o resultado que melhor interessa ao todo, o que nem sempre é a vitória.

Estou sim, afirmando que o futebol virou comércio e , por isso, até fraudes. Existem manipulações de arbitragens, como já expostas em inúmeros episódios ( Itália em 2006 – que levou a Juventus pra segundona por fraude – e Brasil em 2005, entre outros. ). Em 1997 gravações revelaram escândalos envolvendo juízes no campeonato Brasilieiro, tendo sido necessário até repetir jogos.

O futebol é produto de investimento ( publicidade, valor de passe, valor do campeonato ), e quem investe não quer prejuízo, mesmo que pra isso seja necessário modificar um resultado, fazendo, por exemplo, jogadores perderem pênaltis propositalmente ou jogando sem paixão. O que vale é a “atuação teatral” em campo. O futebol fantasia, dos atores, se tornou mais freqüente que o futebol real, dos atletas.

Lembram do Roberto Carlos amarrando a chuteira na hora errada e deixando o melhor atacante francês livre? o Henri fez o gol e nos eliminou na copa de 2006. Copa que a França chegaria a final... coisas estranhas do futebol que merecem ser lembradas 


Vejam os históricos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA ) , copas na América são vencidas por seleções americanas, copas na Europa ( exceto Suécia ) são sempre uma disputa de honra entre seleções Européias. A copa de 2006 era na Europa e o Brasil não poderia ganhar, se considerarmos o suposto acordo histórico. Coincidência ou estamos sendo enganados com cartas marcadas?

Outro fator importante é o tratamento dado pela mídia. Recentemente jogaram Flamengo e Santos, jogo o qual todo mundo louvou como o verdadeiro futebol brasileiro.Ronaldinho Gaúcho e Neymar fizeram jogadas excepcionais. Mas se essa é a verdade brasileira, as outras 19 rodadas do campeonato são a nossa mentira? O brasileiro está tão acostumado com um ufanismo exagerado que não aceita a verdade de que nosso melhor é também uma exceção, mesmo para nós.

Politicagem vai além da manipulação de resultados. A convocação do Mano Menezes para a copa América, por exemplo, atendeu muito mais a interesses de empresários que queriam promover seus atletas do que a um critério de mérito. Por que Ramires e não Hernanes? O quanto da seleção Brasileira é nossa e o quanto já perdemos a soberania para os interesses econômicos dos clubes da Europa?

Há ainda, a política das confederações. Dos eternos Ricardo Teixeira e Sr. Leons da Conmebol. Desde a copa de 2010, o Uruguai com uma seleção mediana vem sendo o melhor da América do sul. A lógica é simples: Brasil e Argentina ganham força política criando uma outra potência no futebol, já que Asia e Africa brigam para tirar as vagas da América do Sul para as Copas do Mundo ( a América do sul tem 5 vagas para 10 países, enquanto Ásia e Äfrica tem menos vagas para mais de 30 países ). Por isso também, o Uruguai teria sido ESCOLHIDO para vencer a copa América. Por isso o Brasil errou grosseiramente 4 cobranças de pênaltis na mesma copa. Estes resultados atendem a interesses políticos das confederações ( e quem é fanático por futebol vai me apedrejar por esta teoria da conspiração ).

Confesso que já passei por momentos de amor e descrédito com o futebol, e que agora, vivo uma fase de mulher de malandro, aquela que ama, aceita apanhar, mas acredita que a coisa ainda vai melhorar. Que venha 2014, com futebol de verdade!

Quarta-feira, Julho 06, 2011

SISTEMA vs HACKERS: Computadores, Privacidades e Liberdades ameaçados.


Mês passado o Brasil sofreu a maior onda de ataques cibernéticos de sua história. Sites do IBGE, de ministérios e do governo federal foram derrubados da rede. A imprensa não tardou em apresentar o fato como um problema assustador que ameaça o computador de cidadãos comuns. Por que isso aconteceu no Brasil? Por que agora? Quem ganha e quem perde com isso? Vamos pontuar algumas informações importantes para formarmos a nossa opinião.
1.       O Problema não é nacional: No dia 2 de junho, O site da Google, gestor do Gmail, acusou uma invasão de hackers a diversas contas e sites do governo americano. Segundo o Google, estes ataques viriam da China. A Google afirma que, depois de identificar o caso, conseguiu interromper a ação e entrou em contato com as vítimas e com as autoridades do governo norte-americano para relatar o fato. A relação entre a gigante das buscas e o governo chinês (que censura o acesso à Internet) tem sido conturbada. Recentemente, por exemplo, a Google acusou a China de bloquear o acesso ao Gmail.  Nos EUA, começa-se a falar em regulamentação internacional da internet

2.       Liberdade sem controle equivale a prejuízo no bolso: A Sony Online Entertainment desativou temporariamente seu serviço de jogos online do PS3, após descobrir que uma invasão de hackers ocorrida em abril, que implicou no sequestro de dados das contas de 77 milhões de usuários, também afetou seu sistema. Dados como senhas de cartão de crédito extraviadas causaram até agora mais de 1 bilhão em prejuízos indiretos para a Sony e operadoras de cartão de crédito. O sistema financeiro começa a desejar maior controle de dados na internet.
 
3.       A liberdade na internet é perigosa para o sistema político: Os governos do mundo estão incomodados com a internet. Nos últimos 3 meses, diversos países árabes sofreram com insurreições provocadas pela mobilização popular convocada pelas redes sociais, facebook e twitter. Em alguns países como o Egito e o Marrocos, as manifestações derrubaram governos. Em outros como a Líbia, as convocações via Twitter organizou uma guerra civil. Se a moda pegar no ocidente, manipular as emissoras de televisão não será mais suficiente para controlar a opinião pública. Para a falsa democracia, é preciso controlar a internet.

4.       Os ataques no Brasil foram tendenciosos: Os ataques entre 21 e 23 de junho, contra sites do governo , partiram de um servidor hospedado na Itália. Na mesma semana o governo Brasileiro tinha emitido um passaporte permanente ao ex terrorista italiano Cesare Battisti, o que causou forte desconforto entre Governos de Brasil e Itália, que inclusive ameaçou o Brasil na corte de Haia, na Holanda. A Itália é aliada dos EUA no G8, e compactua com os interesses Norte-americanos de controle na internet. O mais estranho de tudo isso é que, os hackres começaram atacar o governo do PT justamente em vespera de voração do projeto do senador do PSDB Eduardo Azeredo, restringindo a liberdade na rede web, além do Deputado Efraim Filho que pede urgência para o PL-7131/2010, que visa a regulamentação da censura na internet. Curioso estes hackers que dão tiro no próprio pé, não?

5.       Don’t Panic: Estes ataques dos Hackers foram relativamente inofensivos. Derrubar um site da rede é fácil para qualquer um com conhecimentos de programação e um software encontrável na internet. Não se obtém informações privadas com isto e nem compromete o site por muito tempo. Mas faz muito mais barulho quando são sites do governo. Cria-se a falsa impressão de que nada está seguro. Ambiente ideal para a implementação da regra de 3 de controle de massas da engenharia social ( ação – reação – solução ).

Entendo que estamos diante de uma armada de falsa bandeira. Que estes ataques são orquestrados pelos próprios donos do poder internacional, com finalidade óbvia de criar mecanismos para identificar, silenciar e criminalizar internautas que combaterem governos e sistemas financeiros pela rede. Primeiro cria-se um fato ( invasões ), depois cria-se a repercussão ( medo , insegurança ), para finalmente apresentar a solução como óbvia , lógica e necessária ( restringir nossos direitos e sigilos de uso da internet ). A internet como conhecemos pode estar com os dias contados. Muito em breve viveremos como na China, onde o Governo sabe exatamente TUDO o que você lê e escreve na internet. Pesquise a respeito e se informe sobre os fatos aqui citados. Seja livre enquanto ainda pode!

Quinta-feira, Junho 09, 2011

DENÚNCIA: NÃO QUEREM DEIXAR O BRASIL SE TORNAR POTÊNCIA


Você sabe o que é um Nióbio?
Um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 e massa atómica 92,9 u. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou VB da tabela periódica dos elementos.
Ok! Isso não mudou a sua vida! Mas o que vem a seguir, pode mudar!
O Nióbio é um metal necessário à construção de ogivas nucleares ( devido a baixa captação de nêutrons ) , necessário na construção de jatos supersônicos, de lentes de vidro, inclusive as infra-vermelhas e uma série de componentes eletrônicos. Ou seja, vital pra tudo que é estratégico no jogo de guerra mundial. And what’s the big deal? Bem, meus amigos, praticamente só o Brasil possui este metal no planeta todo e isso nos é escondido pelos políticos e pela imprensa há mais de 60 anos!
O Brasil possui 98% das jazidas de nióbio disponível no mundo, sendo o único fornecedor de 45 países. EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro.
Fontes do sindicato dos mineradores indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual ).
O nióbio, estranhamente, não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, por transações intra-companhias. Quase como se vendessemos em uma feira livre, sem cotações oficiais.
Estima-se que seu preço real seja negociado a $90 dólares/quilo. UM VERDADEIRO ROUBO AO BRASIL E SEU POVO. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?
Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo.

Segundo fontes extra-oficiais, em 1997, o governo Tucano de FHC, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por $600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por 1.400 anos) havia sido avaliada pela CPRM em $1 Trilhão de dólares! Vimos esta história com a Vale do Rio Doce, mas no caso do Nióbio é ainda mais absurdo.
Tal ação lesa-pátria fora impedida por um grupo de militares nacionalistas, liderados pelo almirante Roberto Gama e Silva, segundo fontes no meio militar.

Foi Enéas Carneiro o primeiro a denunciar publicamente o fato, como presidenciável. Segundo ele,  O Nióbio, sozinho, garantiria nossa autonomia econômica por décadas. Precisamos nos informar e exigir esclarecimentos de nossos representantes parlamentares e executivos.
Pesquisem na internet sobre Nióbio e suas funções. Segue vídeo onde Enéas denunciava o que se passa com este contrabando oficializado de mineral no país.

Fontes: Wikipedia Br, Programa do Prona 2006, Sindicato dos Mineradores, Fontes extra-oficiais

Sexta-feira, Maio 27, 2011

EU PELOS OLHOS DELA

Ela foi especial para mim. E com ela aprendi a descobrir quem eu sou. O tempo passa mas não nos rouba as memórias e seus vestígios,  como estes versos que apresento abaixo. Compartilho com os amigos uma correspondência antiga, pela autora, devidamente autorizada. Uma homenagem a todos os pequenos momentos que dão sentido a nossa existência. Querida autora, onde quer que esteja, seja muito feliz. Seguem seus versos encantados:


"meu amor é todo vaidoso
mas ele não passa as camisetas dele.
dá pra entender?
meu amor come de colher.
mas não escova os dentes andando pela casa.
vai entender.
meu amor é histérico com o cabelo dele
mas rói as unhas!
meu amor conhece todas as músicas boas do mundo!
e ele me mostra as que eu não conheço.
meu amor escreve cartas maravilhosamente.
mas só tenho uma.
meu amor é ótimo em teorias.
mas está se esforçando tão lindamente na prática,
q cada vez q eu vejo ele tentando,
eu me apaixono um pouquinho mais.
meu amor não faz 2 coisas ao mesmo tempo
porque a inteligência motora dele é fraquinha...
mas ele sempre faz mto bem a única coisa q ele tá fazendo.
meu amor entende de tecnologia
ele dorme de braços cruzados
e com a cabeça fora do travesseiro.
meu amor poe catchup na pizza.
e faz suco só pra não tomar água.
meu amor deixa eu escrever na barriga dele
e qdo toma banho,
não lava onde eu escrevi!
meu amor monta brinquedinho do kinder ovo pra mim!
e agora eu carrego o tal brinquedo na minha bolsa,
meu amor gosta do meu cheiro de repelente
e do meu café!
meu amor ama o amor
meu amor não desiste.
e traz flores.
meu amor tem braços lindos
onde eu quero me deitar todo dia.
ele tem um sotaque lindo.
e sabe um monte de palavra difícil.
meu amor não gosta dos meus tamancos.
meu amor fica lindo - mais lindo - de óculos de sol
meu amor dá um sorrisinho encantador, sem separar os lábios....
um sorriso  q eu nunca enjoo de ver.
meu amor, qdo tá nervoso,
ansioso,
fora da zona de conforto dele,
se alimenta da energia do sol.
nem disso, porque ele não gosta de sol.
se alimenta de mim, eu acho.
meu amor tem um monte de pintinhas no corpo.
uma pele branquinha....
meu amor brinca de matar celebridades.
meu amor vem correndo no meio da noite se eu chamo por ele.
meu amor largou a marília por mim!
meu amor sabe o nome das estrelas
e me explica.
meu amor ri das minhas piadas.
meu amor sempre me poe pra cima.
sempre me lembra das minhas qualidades.
me faz gostar mais de mim.
e dele."

N.P.H.

Sábado, Abril 16, 2011

AVISO: ESTE POST ESTÁ RADIOATIVO


A questão atômica nunca esteve tão em pauta na geopolítica. Fukushima no Japão está enfrentando as conseqüências de um reator avariado por um terremoto. As proporções deste acidente ainda são desconhecidas, mas já se estimam conseqüências maiores do que as resultantes do maior acidente da história da humanidade, Chernobyl 1986, pelas proximidades de Fukushima de centros muito populosos no Japão. Mas por que ainda insistimos em uma tecnologia tão arriscada?

Recentemente, quando estive na Europa, acompanhei nas mídias locais o problema da busca por energias alternativas na Alemanha e Itália. Casos diametralmente opostos. Na Itália, país que , por plebiscito nos anos 60, optou por não usar energia atômica, vive hoje o dilema de faltar energia barata para abastecer os grandes centros, e depender do gás natural estrangeiro. Já a Alemanha, país que usa 6,3% da energia nuclear do planeta, vive protestos dos ecologistas para fechar suas usinas, o que tem rendido quedas vertiginosas na popularidade do partido conservador da premier Angela Merkel.

A energia nuclear, embora classificada como fonte não poluente, possui um alto custo de Implementação e manutenção, além do problema sério do depósito do lixo radioativo produzido no processo de enriquecimento de urânio.

Há, no entanto, quem veja a questão pela ótica de estratégia política. A tecnologia de fabricação de uma bomba nuclear data do final dos anos 30, embora testada nos anos 40, e com o avanço da ciência, qualquer Estado soberano que possuir os materiais necessários seria capaz de produzir uma arma nuclear, partindo de um programa pacífico de uso do enriquecimento de urânio como inocente fonte de energia.

É inegável que um país detentor de armamento nuclear tem mais força nos debates internacionais e garante a preservação de sua soberania. Esta era a teoria de Enéias Carneiro, no Brasil, que por acaso é o sexto maior produtor de urânio do mundo. Ainda por aqui, em defesa do programa nuclear supostamente pacífico do Irã, o ex presidente Lula defendeu que “só tem moral para impedir pesquisas nucleares, quem não possui armas nucleares”, em referência aos EUA, forte opositor ao regime de Teerã. Se a lógica do Itamaraty parece plausível, não menos plausíveis são as razões para o mundo todo temer uma arma nuclear.

A bomba atômica é uma arma imbecil. Uma vez disparada, ela inviabiliza o território atacado, contamina, com o tempo, até 4.800km de raio do marco zero ( e ao contrário da radiação Gama, as radiações Alfa e Beta são matérias, portanto são transportadas até pelo vento). Obriga, ainda, o invasor a matar todos os feridos ( o que pega mal pra moral do invasor ) ou cria sérios problemas de logística hospitalar para cuidar dos sobreviventes, incluindo a inutilização da água, comida e tudo mais no território. Por isso ela só serve para bravata.

Já nos anos 60, os testes de bombas passaram a ser feitos no subsolo, num acordo entre Americanos e Russos, pois sempre houve uma possibilidade teórica de uma bomba atômica incendiar a atmosfera. Por isso nenhuma bomba de Hidrogênio nunca foi detonada fora do subsolo, porque a chance teórica dela incendiar a atmosfera era em torno de 80%. Seria o fim da vida na terra.

Queremos isso nas mãos do Irã? Não queremos isso nas mãos de ninguém! A lógica do Lula está errada! Não é porque uns erraram que outros tenham direito de errar. A discussão deve caminhar no sentido da desnuclearização global. Vamos limpar o mundo desta tecnologia, antes que ela seja a última tecnologia que a humanidade tenha descoberto.

Segue vídeo com orientações para sobreviver ao fim do mundo nuclear.rs